Sobre

É tudo brincadeira.

Saudoso da época em que, aos 11 anos na Rua Dom Bosco na Moóca – SP/SP, juntávamos a molecada, muitas vezes pés descalços, nos dirigíamos às construções que eram constantes naquela época de final da década de 60.

E, entre varias molecagens como saltar das estruturas em construção nos montes de areia, às vezes construíamos “fortes” com os tijolos soltos e, uma turma de cada lado, atirávamos o que tivéssemos a mão desde pedaços de tijolos se desfazendo a disparos utilizando bombinhas, morteiros e pedregulhos na época das festas de são João às vezes até provocando alguns machucados que principalmente hoje, em decorrência da falta deste tipo de atividade, ainda exibimos com certo orgulho.

Depois de grandes puxões de orelhas de alguns de nossos pais, principalmente dos contundidos, em algum momento, alguém apareceu com a ideia de tubos de alumínio (Zarabatana) e canudinhos de papel e, desse dia em diante nos foi apresentado um grande brinquedo que nos permitiu uma grande interatividade tanto fora como dentro de nossas casas pois, esse brinquedo inovador, permitia a participação de toda a família, incluindo pais, avós, irmãos, primos; a custo zero, pois tubos de alumínio das antenas e folhas de cadernos e gibis antigos não faltavam.

É essa a sensação que tento passar ao me dar ao trabalho de manter este site.

Eu nem pude me conter e esperar a minha netinha crescer um pouco mais para poder lhe incutir o espirito do “Guilherme Tell” e, nem bem ela chegou aos 3 anos de idade e eu já a municiei com um tubo de PVC (que ela chama de zarabacana) quase maior do que ela e diversos canudinhos de papel para os primeiros disparos.

Claro que com esse poder vem a responsabilidade e, portanto, ao mesmo tempo em que lhe ensinava o mecanismo e os segredos do sopro humano também lhe orientava quanto aos cuidados que se deve ter ao manusear uma arma(?) como esta.

Assim sendo, também lhe foi passado o “1º Princípio” da arte do disparo de dardos utilizando o poder do sopro: “Não disparar contra pessoas, animais (incluso aves e peixes) e nem contra equipamentos que podem ser danificados (telas de TV por exemplo)”.

Acho que essa é uma forma de proporcionar mais um passatempo para compartilhar e divertir, que permite uma boa interação com as crianças e ao mesmo tempo, pode e deve ser aproveitada para incutir valores como:
– a importância de se manter o pulmão saudável evitando vícios futuros que podem diminuir o seu poder de sopro.
– Reforçar os conceitos de respeito, honra e valor, sendo que o respeito ao principio básico, já mencionado, pode e deve ser testado. Jogos interativos envolvendo outras crianças podem ser praticados para mostrar o que é honra e valor.

Enfim, me recordei de tantos momentos divertidos da infância que nos foram proporcionados a custos mínimos e, resolvi compartilhar, não só com a certeza de que muitos de vocês também tiveram essa oportunidade e que podem e devem voltar (ou continuar) praticando esse “esporte”, em virtude dos diversos benefícios que descobri no decorrer do tempo, que ele pode proporcionar, mas também pelo fato de que uma categoria que chamo de “Armas de Sopro” foi sempre muito desprezada e, como tento mostrar no site, pode sim ter nova roupagem através da construção de suportes de apoio à Zarabatana que a deixam muito mais atraente e divertida e talvez até mais precisa.

Façam as suas criações, mostrem seus disparos e tiros certeiros; mostrem pra gente o ‘poder do sopro’ e, lembrando que, neste site, vamos dar enfase apenas para armas disparadas utilizando o sopro humano e utilizando dardos nerf ou canudinhos de papel.

Venha brincar com a gente. Seja um Guerreiro do Sopro.